Entre um dia e outro…

Como o Senhor descreve o inicio do Bairro Pedregal, juntamente com a Igreja Santo Antônio do Pedregal.
Quando o senhor Vilson, chegou no Bairro Pedregal que estava em processo de implantação, na década de 1980, tinha na localidade por volta de oito barracos, a área estava em processo de desocupação, ”Reintegração de posse pro Estado”, Nesse processo de reintegração de posse que já tramitava no meio publico, os moradores tinham pouco tempo e com o esforço de todos, houve, ajuda através de conhecimento do Vilson, e dedicação de todos os moradores da época, o senhor Vilson buscou ajuda junto a prefeitura, desta forma o setor de habitação, chegou a um consenso, para deixar os moradores no bairro pedregal, já existia um projeto para a construção da rodoviária e os moradores do quarta feira, (bairro alvorada), viriam para o bairro pedregal, o Senhor Vilson, fez um barraco de lona para morar, no futuro, bairro pedregal, sendo que houve por parte do setor de habitação da prefeitura, todo o processo de implantação do bairro pedregal, os moradores foram avisados para não fazerem investimentos de inicio, aguardar todo o processo de implantação do bairro, e logo em seguida, a prefeitura veio através dos setores de infraestrutura e demarcação de área, para delimitar os locais onde os moradores iriam se localizar, a implantação da igreja Santo Antônio do Pedregal, neste primeiro momento já houve uma primeira missa, juntamente com a implantação do Bairro Pedregal, a primeira missa teve “quarenta pessoas”, presentes, o Padre havia vindo da Cidade de Diamantino, “duzentos quilômetros de Cuiabá”, era uma comunidade em processo de implantação e sem recursos, o Padre trouxe ajuda da igreja são judas, no início dos trabalhos, os quais auxiliaram no processo de implantação com recursos e ajudas na forma de conduzir os trabalhos na Igreja Santo Antônio do Pedregal, nesta época não havia igreja ainda, as missas eram em frente a casa do Senhor Vilson, outras comunidades que ajudaram na condução dos trabalhos, foram a comunidade do Araes, onde trouxeram uma caixa de som e um aparelho de som que funcionava com doze pilhas grandes, através destes meios de comunicação, foram feitos os primeiros convites e missas na comunidade. Veio também o pessoal do Bairro Quarta Feira (Bairro Alvorada), para auxiliar nos trabalhos da igreja, nesta época o grupo de jovens não tinha nome, o senhor Vilson, trabalhava na UFMT, a Igreja, ainda continuava na casa do Senhor Vilson, com este aparelho de som fazia se a divulgação nos bairros da região, Araes, era um exemplo, a comunidade sem recursos, não tinham nenhuma forma de controle, sendo que os recursos eram mínimos, e os custos altos, principalmente com pilhar grande, em uma reunião de Bairro, houve uma doação de uma madeireira da região, e, receberam em doação a madeira para construção da igreja de madeira, sendo que a primeira Igreja era de lona preta, sem condições, gerais não tinham agua, nesta mesma época com toda essa luta, houve uma invasão e a construção da igreja que seria de tábua, teve que ser acelerada, o em função da invasão, O Padre, Juntamente com o Senhor Vilson escolheram o nome para a igreja. A festa do Padroeiro já foi feito no segundo ano da implantação da igreja Santo Antônio do Pedregal. Este nome foi escolhido pelo Sr. Vilson, sendo que não existia pro perto Padroeiro Santo Antônio. Com a escolha do padroeiro e o nome da igreja, que seria Santo Antônio do Pedregal, a primeira e a segunda, festa foram feitas no Centro Comunitário, a terceira festa já foi feita na igreja, sendo que as primeiras festas eram de apenas um dia. Os títulos eram de presidente, o senhor Vilson acreditava que o nome de presidente não estava de acordo com a humildade que temos que ter na igreja. O Senhor Vilson expôs a mudança deste titulo de presidente para coordenador. E foi aceito pela maioria dos que estavam presentes na assembleia, houve uma mudança em todas as igrejas, sendo que ficou coordenador. O controle era feito de uma forma simples, sendo feitas as anotações em papeis, o gasto maior era com pilhas grandes, para o aparelho de som, que usavam doze pilhas. Na sequencia veio, uma outra pessoa para ser coordenador dos trabalhos, e desta forma com o novo coordenador, houve a mudança de um dia para quatro dias. Conforme era em sua localidade, onde o mesmo morava, As festas eram feitas em finais de semanas, quinta feira, sexta feira e sábado. Dona Maria disse que houve uma mudança de 1985 para a trezena que seriam treze dias de festa na comunidade, a dezena, o santo visitava dez casas, na trezena, são treze dias de visitação nas casas da comunidade, dona Maria disse que e feito uma visita, as casas onde o santo vai permanecer o dia e a noite, e feito um ritual, falando do santo padroeiro, conta se a historia do santo, e, falado à palavra, as orações, as rezas, e o terço, onde e feito o histórico da vida de Santo Antônio, Conta se sua vida de humildade, apesar de ser de família nobre, todos os fieis, fazem este ritual de uma casa para outra e quando termina o ritual de todas as treze casas vão para a igreja, este ritual e seguido por todas as pessoas do Bairro Pedregal, e são de trezentas e quatrocentos pessoas, quando o santo retorna para a igreja, e feito a missa e no domingo um almoço, e na noite do domingo e feito o encerramento da festa de Santo Antônio do Pedregal. As festas da Igreja sempre foram culpadas, pelos problema de bebidas, sendo que as pessoas bebiam em outros lugares e traziam problemas para a festa da Igreja, e uma certa época foi proibido a venda de bebidas alcoólicas, depois da proibição o faturamento caiu, e os problemas continuaram, e em seguida O Padre liberou a venda de bebidas novamente, para tentar resolver o problema. Senhor Vilson foi convidado a assumir a coordenação novamente da Igreja, mas o Senhor Vilson disse que assumiria para fazer a igreja de Material, o Bispo veio na casa de Senhor Vilson, e o Bispo solicitou uma verba da Alemanha para a construção da Igreja Santo Antônio do Pedregal, sendo que seria de Mateiral, após, noventa dias, o Bispo, veio novamente, na casa, do Senhor Vilson, e disse que teria vindo verba somente para construção da igreja e não para mão de obra, o Bispo disse que se não fosse feito a Igreja de Santo Antônio do Pedregal, naquele local, no Pedregal, o recurso iria para uma Igreja no Bairro Santa Rosa, o Senhor Vilson disse que se verba teria vindo para a Igreja de Santo Antônio do Pedregal, seria construída a Igreja no Bairro Pedregal, ficou acertado e no dia marcado tinham mais ou menos quarenta pessoas o material começou a chegar um caminhão de areia, vinte sacos de cimento, e começaram a fizer a edificação, quando o Senhor Vilson, entregou sua gestão como coordenador, Todas as partes de construção edificada, faltando, apenas à, parte de acabamento. A imagem de Santo Antônio veio de um terreiro no Bairro Araes, foi doado para a igreja, segundo o doador a imagem estava danificada, e precisava de uma restauração, o Senhor Vilson conversou com uma restauradora que trabalhava na UFMT, a restauradora disse que fazia o serviço mais precisava do material e desta forma o Senhor Vilson conseguiu o material, o Senhor Vilson, foi buscar a imagem juntamente com o seu cunhado, e trouxeram a imagem de Santo Antônio, que precisava ser restaurada, a imagem, pesava mais ou menos sessenta quilos, trouxeram a imagem na parte da noite, e posteriormente levaram a imagem para a restauradora da UFMT em sua casa; a restauradora morava no bairro lixeira, próximo a subprefeitura, “nos dias de hoje” alguns dias depois a restauradora avisou o Senhor Vilson e ele foi buscar a imagem, do Bairro Lixeira, e foi feita a consagração na Igreja Santo Antônio do Pedregal. Esta imagem fica na parte superior em frete à Igreja Santo Antônio do Pedregal. Um problema da construção da Igreja Santo Antônio do Pedregal, foi um dos muros, que já caiu algumas vezes necessitando ser refeito, a Igreja Santo Antônio do Pedregal, em sua implantação inicial, era pra ser Paroquia, teria até o local de morada do Padre. O que não aconteceu posteriormente, devido ter uma Paroquia nas proximidades, do Bairro Santo Antônio do Pedregal. Senhor Vilson tem 76anos e dona Maria 66. Os jovens da igreja são Judas Tadeu, vinham ajudar o grupo de Jovens, que nesta época não tinha nome, tinham os jovens que se reuniam com Jovens que vinham de outros Bairros, como do Bairro Araes, Bairro Quarta Feira, (Bairro Alvorada), entre outros bairros, que já eram implantados nesta época, hoje o grupo de jovens, chama se “Cantinho do Amanhã” e composto atualmente por trinta membros todos da comunidade, do Bairro Pedregal. Felipe, um jovem de quinze anos, que participa pela primeira vez, sendo um dos membros de apoio do grupo, as reuniões ocorrem no primeiro e terceiro domingo de cada mês, horário as 17:30- horas. Dona Maria da Penha, apesar de fazer parte da comissão, onde são feitos os sorteios, para que nos treze dias de festas do Padroeiro da comunidade, onde são sorteadas, apenas treze casas, que tem o privilegio de Santo Antônio do Pedregal, permanecer em sua humilde morada, Dona Maria, afirma que nunca teve esta graça do Santo Antônio, ficar em sua residência, Elenice, outra moradora antiga do bairro, participa dos festejos de Santo Antônio, a quatro anos, já colocou seu nome por três anos, e não teve o privilegio do santo ficar em sua residência, Elenice diz que continua confiante, e que em breve, Santo Antônio, ficará em sua residência. Dona Maria da Penha, e uma das benzedeiras antigas da comunidade, Dona Maria, afirma que a maioria da comunidade ajuda nos preparativos da festa de Santo Antônio, e que as pessoas que são sorteadas, também ajudam da forma que podem contribuir para o bom andamento das festas de Santo Antônio do Pedregal. Na festa do ano de 2018, Santo Antônio, saiu da Igreja de Santo Antônio do Pedregal, no mês de Maio, O mastro foi levantado no mês de Maio de 2018, e Santo Antônio, foi para a primeira casa da comunidade de Santo Antônio do Pedregal. Após percorrer as treze casas da comunidade do Bairro Pedregal, Santo Antônio, retorna para a Igreja. E começam os preparativos para a finalização do festejo, com a finalização do ritual, Santo Antônio, retorna para o seu lugar, onde permanecera, até o próximo ano, quando começará, todos os preparativos para o ano vigente, onde acontecera todo o ritual, os quais a maioria dos moradores da comunidade já conhecem, aprovam e participam, deixando o legado dos velhos moradores do Bairro Santo Antônio do Pedregal, para os novos moradores, que darão prosseguimento à memória, trazendo sempre as lembranças das festas passadas e suas historias, sendo que em cada ano, apesar de fazerem as mesma coisas, mais as historias são diferentes, com moradores diferentes, apesar de estarem todos na mesma comunidade. A cultura que permanece e passa de uma geração para outra, conforme relata (DFS), que mora no Bairro Santo Antônio do Pedregal, e que fala da festa de Santo Antônio do Pedregal, com grande conhecimento, apesar de morar no Bairro Pedregal, a dois anos, fala também de uma mina d´água, que existia na divisa do Bairro Pedregal, com um condomínio de luxo, que existe a poucos anos, e faz divisa com o Bairro Pedregal, onde a separação e feita por uma grande avenida de mãos duplas nos dois sentidos, mais o Morador (DFS), fala com conhecimento de causa, sendo que os moradores mais antigos, foram multiplicando as informações, diz, (DFS), também conhecer o Sr. Vilson e Dona Maria, e conhece parte da historia dessas duas personalidades, (DFS), ficou conhecendo toda a historia do bairro e da igreja, através de seus vizinhos, que foram contando fragmentos da historia de formação do bairro e da igreja, para os moradores mais antigos do Bairro Pedregal, que fizeram a historia do Bairro e da Igreja Santo Antônio do Pedregal, suas memórias serão sempre vivificadas, por muitos anos, sendo que serão multiplicados, à historia, por gerações e gerações. Mantendo o histórico de formação, em sua forma original, podendo haver algumas alterações, talvez de atores, mais a historia real em si, permanecerá por muitos dias. Por décadas e séculos, muitas historias atravessaram países e continentes, foram contadas por duas ou dez gerações, trazendo sempre a memória dos que participaram da formação, numa época futura, as memórias foram passando de geração em geração, onde não foram esquecidos, e sempre lembrados, no presente e no futuro. Apenas para que os moradores do futura, não se sintam agradecidos por lutas passadas, as quais não participaram, mas simplesmente, para que respeitem a memoria, o suor, e a luta, estando eles no futuro, reconheçam com humildade, que para se chegar onde esta, não foi simplesmente chegar, houve um histórico, não do individual, mais do coletivo. Os quais fizeram a sua parte, “como afirma o Sr. Vilson” fiz o que tinha que fazer.

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