Que o espirito do final de ano, não morre após primeiro de janeiro do ano seguinte?

Entra ano e sai ano e o discurso e o mesmo. Boas festas, amigos para sempre, vamos guardar as armas, paz e amor, respeito, unidos para sempre, troca de presentes, amigos secretos e não secretos. Um espelho da hipocrisia e demagogia, que e típico do ser humano. Algo assim, “uma brincadeira de gato e rato. Ou conversa de bêbado para delegado.” Uma falsa ilusão de que tudo esta resolvido, certo, ok e por ai vai. Crianças não morrerão de fome no próximo ano, haverá paz e harmonia em todas as esferas da sociedade. Não haverá discórdia, nem guerras, e todos os problemas de todos os seres humanos estarão resolvidos. Porque não seguir regras de etiquetas diárias; visitar, hospitais, presídios, orfanatos, asilos, praticar boas obras, não maltratar os animais, ser gentil e educado, fazer a sua parte, perante a sociedade, buscar soluções para problemas, de ordem familiar, financeira, administrativa, jurídica, estes os quais fazem todos os tipos de acepção e exclusão de todos os seres humanos em todas as esferas da sociedade. Onde o capital impera, trazendo todos os tipos de mazelas e doenças que assolam milhões de pessoas, todos os dias, não e no final do ano. Mas a cada segundo do dia, que nasce. Que este espirito, do amor, do doar, do servir, do colaborar, do acrescentar, do somar, esteja impregnado em todos os seres humanos todos os dias do ano. O medico, que ira trabalhar sorrindo e feliz, grato a Deus, por tudo o que recebeu naquele momento de vida que lhes foi dado. Não apenas sair para acumular e acumular e acumular. Como todos fazem, não somente os médicos, mas todos, que optaram pelo sistema capitalista, que não se cansa de bater recordes diários de acumulação de capital, ganhando a todo segundo do dia, e quando um ganha, com certeza o outro, perde. E quando apenas um ganha, o outro num futuro próximo deixara de existir. Porque tantos abraços, palavras de carinho e incentivo a vitória, reintegrando este ser em uma vida de prosperidade e amor, declarando paz, amor, mansidão, respeito e tudo de bom, e que em poucas horas, ao explodir dos fogos, todos voltam a uma competição, onde as regras impostas pelo capitalismo selvagem, são; ganhar, ganhar e ganhar. Sem se importar com seus semelhantes, irmãos, amigos. Como explicar estes dois lados de uma mesma moeda, qual formula para neutralizar esta metamorfose, à qual todos se submetem, aprovam e seguem. Se tornando pessoas, frias, calculistas, interesseiras, desumanas, ignorantes, falsas, mentirosas, individualistas, mesquinhas. Todas as péssimas qualidades, as quais fazem parte do dia a dia, e vocabulário de todos os seres humanos. Certa vez ouvi uma frase de um anônimo; “todo dia podia ser natal, as pessoas passam por uma transformação, voltam a ser bons e amigos, o amor esta em todos os cantos do planeta”. Realmente as pessoas passam por um momento de transe ou transformação ou ainda metamorfose, e há um grande ganho para todos, os que doam e os que recebem. O amor aflora, por todos os cantos do planeta, os inimigos guardam suas armas, as mães veem seus filhos e filhas, os amigos trocam falácias de todos os tipos, graus e números. Realmente nesta transe, mesmo que temporária, há um grande ganho para todos e todas, amigos e não amigos, à todos nós vale sonhar, ou como disse Martin Luther King, “Eu tenho um sonho”, que este sonho para todos os seres humanos, sejam, de transformar este espirito do amor, do doar, do cooperar, do somar, do acrescentar, do perdão, da humildade; não apenas por 365 ou 700 dias, mais por todos os dias de nossas vidas. Desta forma, nos tornaremos seres humanos de verdade, não acumulando tudo, conforme o capitalismo, mais repartindo o que temos, sendo que precisamos de pouco para sobreviver. Do que adianta nos sobrevivermos, enquanto nossos irmãos da África, morrem de fome, o que nós desperdiçamos, com certeza e o que eles sonhariam em ter para passar mais um dia, sem ter que sonhar comendo. Apenas um sonho de uma criança africana. Ou mesmo qualquer criança de tantas comunidade, aldeias e clãs ao redor do planeta terra. Que sonham apenas com o básico da sobrevivência humana, que e o alimento diário. “O pão nosso de cada dia”.

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