Um grande lago.

Manso, existem inúmeros exemplos no Brasil. Onde em nome do progresso, da política da boa vizinhança, ou por apadrinhamento da burguesia, muitas gerações são esquecidas ou aniquiladas, extintas na sua maioria. Deixando de existir parcialmente ou em sua totalidade. Histórias esquecidas ou substituídas por órgãos que a serviço do sistema, omitem as verdadeiras informações. Dando lugar a uma estória, contada por quem, muitas vezes nunca esteve impregnado no local, dando outra versão a verdade. Que traz os males como beneficio do próprio sistema, que com mão de ferro, muda o inicio. Para fazer o final que lhes apraz e sustenta as versões contadas por atores contratados, em função de uma estória mentirosa e incoerente. Da qual faz parte todo o sistema, que manipula e influencia os menos esclarecidos. Que sem fazer parte da historia real de uma comunidade, que teve o verdadeiro domínio com sua historia, seu passado, sua existência. Torna-se como névoa, nas mãos de grupos capitalistas, com alianças com o Estado, que com sua proteção falha. Faz com que a verdadeira história, os acontecimentos de época, sejam substituídos por atos desconstruídos e construídos de formas ilícitas e que são transformadas em atos desrespeitosos aos verdadeiros donos da razão, lesando quem realmente são os detentores do direito. Tornando o real, por o surreal, ou inexistente, como se a verdadeira historia de uma aldeia, pudesse ser substituída por outra, conforme os desejos de alguns burgueses, que se julgando os donos da razão ou donos do poder. Podendo fazer de cada historia, o fim que melhor se encaixe as suas pretensões, não observando um histórico de passado, presente e que nunca haverá futuro. Pois foi substituído por atos, como uma peça de teatro. Que o roteiro pode sofrer alterações conforme o diretor da peça. Não se importando, com a verdadeira historia do escritor. Que terá sua obra, mudada conforme o gosto de cada diretor. Que impondo suas mãos sobre a obra pura, acrescenta adendos, de sua autoria, tornando o que e puro e real. Em uma mentira, a qual será contada por muitos. E somente os que conhecem a historia com todas as suas informações, sabem onde foram acrescentadas as mudanças, que não condizem à realidade. A história real de um povo, com sonhos que foram transformados em pesadelos. Historias de alegria, substituídas por choros. Laços de sangue, separados e distanciados, por ordem de um Estado opressor e desumano, quando teria que proteger seus filhos, dando lhes condições mínimas de sustento na forma da lei, onde seus filhos teriam condições de realizar sonhos, aos quais foram tirados de suas mãos, como a poeira que o vento leva de norte a sul. Sem uma parada certa. Deixando a, em local incerto, e quando acredita que e a hora de estacionar e dar uma nova direção a vida. Vem de novo o vento e leva a, para outro local. E desta forma vive uma vida de recomeço, o fim vem com a morte? Sendo que os que permaneceram com vida, precisam dar mais um passo, sem saber onde tudo isto vai parar, virando desta forma um circulo vicioso, que desestabiliza tudo, é quando para, pensa em recomeçar. Parecendo, que jamais terá fim. Andando como a poeira, de um lado para outro, involuntário à nossa vontade, seguindo sem rumo, sem saber para onde e nem quando tudo isto vai parar. Com medo de tantos recomeços, fragmentos os quais tentamos reconstruí los, à cada parada, sem saber como junta los, e o que e pior, com as fobias do passado, os pensamentos nos consomem no sentido de que ao junta los novamente, como montaremos este quebra cabeça, “o começo nós lembramos, mais onde e o meio, qual será o fim, este fim nos dilacera, o que esta fragmentado e talvez jamais sejam reconstruidos com os fragmentos que sobraram”. Vidas, histórias, vivências, amores, choros, sonhos, brigas, e uma infinidade de outras coisas, as quais, nos recusamos a lembra-las, sendo que a todos nós, existe apenas uma pequena luz. A de uma justiça lenta, subserviente a burguesia, e que não protegem a quem são detentores do direito de fato. A nós simples mortais, nos resta, apenas sonhar com um mundo, onde um ser que tem a sua pequena propriedade com sua esposa e filhos, sejam respeitados, pelo sistema, pelo burguês, este e o nosso sonho. Um mundo onde os grandes respeitem os pequenos. Que o homem se satisfaça com o que possui, sem precisar subtrair o seu semelhante, tirando o sustento de quem tem apenas alguns pés de mandioca e uma vaquinha, muitas vezes o burguês não tem tal necessidade, faz isto apenas para satisfazer o seu ego. Pois não precisa, faz isto para delimitar o seu território, aumentando o seu domínio, sem dar a devida atenção ao local, o território, a história e principalmente a vida. Sendo que ela continua, buscando os seus meios de sobrevivência, pois precisa seguir de uma forma ou de outra. Ouvi uma frase certa vez, que e uma paisagem da vida. “O homem briga por terra, coisa que não se justifica, pois no final das contas, tudo morre e a terra fica”. Autor desconhecido.

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Um dia! Talvez.

Quando pensamos no futuro e em tudo o que poderá vir por ai, nós ficamos preocupados, sendo que o futuro e incerto e sem nenhuma garantia que chegaremos lá, as noticiais atuais de catástrofes e de todos os gritos da natureza e de alguns. O que podemos dizer e que os navegantes, vão ter muita turbulência no decurso do percurso, porque não sabemos de onde viemos e nem pra onde vamos. Existe uma grande quantidade de perspectivas e caminhos, porém pela fraqueza humana e sua pequenez, sempre tomamos o caminho errado. E só nos damos conta, quando já estamos numa posição, em que ao pensarmos em pegar o próximo retorno, ele sempre está na contramão de nossa direção, e conforme avançamos ao olhar pelo retrovisor da vida. Vemos a rotatória cada vez mais distante. Porem existe sempre uma luz no final do túnel. Mas quando estamos paralelamente, a grande surpresa. Sempre aparece uma pedra no caminho, e voltamos a posição inicial e já bem distante do nosso porto seguro. Não nos resta nada, a não ser. Seguir em frente, e tentar errar menos, sendo que com os anos de experiência e com alguns cabelos brancos. Levando em consideração os passos em menor escala. Pensamos, Paramos, Refletimos e só após todos estes pontos. Agimos. O tempo neste caso e o nosso maior aliado. Trazendo a experiência de vida e a base de informações coletadas durante os anos. Mas ainda não estamos isentos ou imunes de cometermos os erros da vida. Afinal somos humanos. E apesar de toda a estrada percorrida. Após cada queda, nos colocamos de pé. Isto e a lei da sobrevivência pela qual todos os dias acordamos, lutamos e retornamos. Nem sempre vencemos, apesar de estarmos sempre lutando. Este e o ciclo da vida, que não para. Segue. Este ciclo se renova a cada manhã, sendo que há um renovo e um equilíbrio fazendo como um nível de uma balança, que zera, não acrescentando ou tirando do que lhe e habitual. Este renovo, nos traz uma força grande que ao pensarmos em desistir, e como se fosse cobrado a nossa participação neste ciclo de vida. Por assim dizer. E assim tomamos as rédeas, todas as manhas e nos encaminhamos a dar mais um passo. Pequeno e Grande. Não importa. O importante e que seja um passo, talvez rumo ao desconhecido, não sabemos. Mas estamos indo pra algum lugar. O tempo trará as respostas. Sendo que o tempo tem respostas pra todas as perguntas, que lhes são feitas. Um dia talvez. O amor reine entre todos os homens. Só assim seremos livres, de todos os males deste atual sistema.