Exemplos de Evangelização de Jesus Cristo

Outros exemplos de Jesus evangelizando pessoalmente:

  1. Jesus e Nicodemos. Jo 3.1-21.
  2. Zaqueu, o Publícano. Lc 19.1-28.
  3. O cego Bartimeu. Mc 10.46-52.
  4. O malfeitor na cruz. Lc 23.39-43.
  5. O doutor da lei. Lc 10.25-37.
  6. O jovem rico. Mt 19.16-30.
  7. A mulher adultera. Jo 8.1-11.
  8. A mulher enferma. Mc 5.25-34.
  9. A mulher síro-fenícia. Mc 7.24-30.
  10. O paralitico de Cafarnaum. Mc 2.1-12.

 

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O Grande Engano

Palavras como disfarce, imitação ou cópia são conhecidas de todos. Também no cristianismo há pessoas que se dizem “cristãs”, mas no fundo não o são.

Um automóvel parou ao meu lado em um espaço para descanso à margem de uma auto-estrada na Alemanha. Alguém me ofereceu os “melhores artigos de couro” por pouco dinheiro. Como fui totalmente surpreendido pela oferta e também tinha pouco tempo, comprei um objeto pequeno. Apenas mais tarde percebi o tipo de “artigo de couro” que havia adquirido: uma imitação barata, que desmontava só de olhar para ela.

Há muitas coisas falsas, quase idênticas às verdadeiras, difíceis de distinguir das genuínas, como roupas, relógios, jóias, quadros, tapetes, etc. Precisamos de especialistas que consigam diferenciar entre o verdadeiro e o falso com base em detalhes mínimos.

Também no cristianismo há imitações, disfarces, cópias, cristãos que parecem verdadeiros e, no entanto, são falsos. Isso é ilustrado de forma clara na parábola das dez virgens (Mt 25.1ss): exteriormente, as cinco virgens néscias eram muito parecidas com as sábias, exceto pelo fato de que lhes faltava o óleo (um símbolo do Espírito Santo que habita nos salvos). Muitos vivem uma vida cristã porque são levados pela corrente do cristianismo que os cerca. Seu ambiente é cristão e por isso eles também o são.

Não quero que esta mensagem roube a certeza da salvação de ninguém que tenha no coração essa convicção pelo testemunho do Espírito de Deus. Além disso, tenho certeza de que um cristão espiritualmente renascido não pode se perder (Hb 10.10,14). Mas também não quero que alguém ponha  sua confiança em uma falsa segurança, em algo que nem mesmo existe.

Às vezes admiramo-nos quando pessoas, que eram consideradas cristãos autênticos, de repente se desviam da fé e não querem ouvir mais nada a respeito de Jesus e da obra que Ele realizou na cruz do Calvário, chegando até mesmo a negá-la. O apóstolo João também passou por essa experiência dolorosa, descrita em sua primeira carta: “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (1 Jo 2.19).

 

Este buquê de flores é verdadeiro ou não? Também no cristianismo há imitações, cristãos verdadeiros e falsos cristãos.

A Bíblia não esconde o fato de que além do cristianismo verdadeiro, legítimo, renascido da “água e do espírito”, há também um cristianismo aparente, formado por “cristãos” que não estão ligados a Jesus, não estão enraizados nEle, não vivem nEle e por Ele. Mesmo que tudo pareça legítimo, eles não passam de uma imitação. É desses “cristãos” que Paulo fala ao escrever a Timóteo, em sua segunda carta: “…tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes” (2 Tm 3.5). A Edição Revista e Corrigida diz: “…tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te”. Na Nova Versão Internacional lemos: “…tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também”.

Sendo cristão sem ser cristão

De acordo com pesquisas nos EUA, quase metade dos americanos se dizem cristãos renascidos. Mas uma análise mais aprofundada revelou que muitos confundem o novo nascimento com uma sensação positiva a respeito de Deus e de Jesus.

Um levantamento estatístico entre os cristãos praticantes nos EUA apresenta resultados desanimadores, o que também é representativo em relação à Europa:

  • 20% nunca oram
  • 25% nunca lêem a Bíblia
  • 30% nunca vão à igreja
  • 40% não apóiam a “obra do Senhor” por meio de ofertas
  • 50% nunca vão à Escola Bíblica Dominical (de todas as faixas etárias)
  • 60% nunca vão a um culto vespertino
  • 70% nunca dão dinheiro para missões
  • 80% nunca freqüentam uma reunião de oração
  • 90% nunca realizam culto em família [1]

Se a situação já é assim na América marcada pela influência do puritanismo, quanto mais na superficial Europa.

O próprio Senhor Jesus advertiu a respeito da confissão nominal, que carece de conteúdo verdadeiro, ou seja, que não está de acordo com o que vai no coração: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade” (Mt 7.21-23). Com isso, o Senhor esclarece quatro pontos básicos: há duas coisas que não são de forma alguma suficientes para que alguém seja salvo, e outras duas são imprescindíveis para que alguém seja redimido.

Duas coisas insuficientes para a salvação

Nem a simples confissão “Senhor, Senhor” (1) nem as obras em nome de Jesus (2) são suficientes para alcançar a salvação eterna. Em muitas igrejas, denominações e entidades cristãs as orações são meramente formais, os atos de caridade são feitos em nome de Jesus sem que aqueles que os realizam pertençam a Ele ou sejam filhos de Deus. Quantos indivíduos “cristãos” realizam atos cristãos sem pertencerem a Cristo! É assustador que no fim Jesus até mesmo condena as suas ações como sendo iníquas: “Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.

Duas coisas imprescindíveis para a salvação

Precisamos fazer a vontade de Deus (1) e precisamos ser conhecidos por Deus (2).

1. Fazer a vontade do Pai celeste não é realizar muitas boas ações, pequenas e grandes, mas ter fé em Jesus Cristo, entregar conscientemente a vida a Ele e obedecer-Lhe na prática.

O judaísmo da época de Jesus tinha “boas ações” para apresentar: muitos eram fanáticos em seguir a lei, lidavam com a Palavra de Deus, expulsavam maus espíritos e faziam milagres. Mas uma coisa eles não queriam: crer em Jesus Cristo e, assim, aceitar a misericórdia que recebemos por meio dEle. Pensavam que chegariam ao céu sem Ele, que Deus reconheceria as suas obras e lhes permitiria entrar. Porém, foi justamente nesse ponto que Jesus tratou de contrariar seus planos. Eles tinham de aprender e aceitar que a vontade de Deus era que reconhecessem sua própria falência espiritual e cressem em Jesus.

Nós enfrentamos o mesmo problema hoje. “Cristãos” nascidos em um ambiente cristão pensam que conseguirão ir para o céu por meio de obras cristãs. Ao lhes dizermos que nada disso serve, que no fim das contas as suas ações são iniqüidades inaceitáveis aos olhos de Deus e que eles continuam perdidos, a grande maioria reage de forma irritada, por pensar que não precisam de Jesus pessoalmente. Quando Jesus foi questionado: “Que faremos para realizar as obras de Deus?”, Ele respondeu: “A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado” (Jo 6.28-29).

2. Precisamos ser conhecidos por Deus. Haverá pessoas das quais Jesus dirá naquele dia: “Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.

Não é suficiente crer em Jesus de forma superficial, reconhecê-lO, acreditar em Sua existência ou aceitá-lO até certo ponto. Não – é preciso que haja um encontro pessoal com Ele.

Posso dizer: “Conheço o presidente do Brasil”. De onde o conheço? De suas aparições na mídia. Mas será que ele me conhece? Claro que não! No entanto, se eu fosse convidado a visitá-lo, teria a oportunidade de ser conhecido por ele.

O Senhor Jesus convida cada ser humano, de forma pessoal, a entregar-se a Ele: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Quem aceita esse convite, quem se achega a Ele com todos os seus pecados, quem O aceita em seu coração e em sua vida e crê em Seu nome (Jo 1.12), esse é conhecido por Ele. Quem fez isso reconheceu o Pai e o Filho de Deus e entrará no céu: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3).

“Tens nome de que vives…

…e estás morto” (Ap 3.1). Há muitos que se chamam de “cristãos”, mas o são apenas nominalmente. O Senhor Jesus falou de pessoas que imaginariam servir a Deus matando justamente Seus verdadeiros filhos: “Eles vos expulsarão das sinagogas; mas vem a hora em que todo o que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus. Isto farão porque não conhecem o Pai, nem a mim” (Jo 16.2-3).

 

Em muitas igrejas, denominações e entidades cristãs as orações são meramente formais, sem que aqueles que rezam pertençam a Jesus.

Eles reivindicam autoridade teológica, pensam servir a Deus, mas não conhecem nem o Pai nem Jesus Cristo. Isso aconteceu, por exemplo, na época das Cruzadas e da Inquisição. Hoje também existe uma teologia que reivindica toda autoridade para si e rejeita os que se baseiam na Palavra de Deus. Basta lembrar das muitas seitas e do islamismo, que afirmam que Deus não tem um Filho.

Já no século VII antes de Cristo, na época do profeta Jeremias, havia dignitários religiosos meramente nominais. Ouvimos o lamento de Jeremias: “Os sacerdotes não disseram: Onde está o Senhor? E os que tratavam da lei não me conheceram, os pastores prevaricaram contra mim, os profetas profetizaram por Baal e andaram atrás de coisas de nenhum proveito” (Jr 2.8).

Mesmo um cristão meramente nominal pode apostatar da fé. Quem com sua boca confessa ser cristão, mas não pratica o cristianismo no dia-a-dia, precisa aceitar que outros lhe perguntem se não está enganando a si mesmo.

Não é exatamente isso que vemos hoje? Muitos teólogos abandonaram a fé bíblica e correm atrás de convicções que não servem para nada. Eles se abriram para religiões e correntes espirituais que não têm absolutamente nada a ver com Jesus Cristo. Isso também já aconteceu na época em que o povo de Israel peregrinou pelo deserto. Depois de ter louvado a grandeza e a soberania de Deus (Dt 32.3-4), Moisés emendou uma declaração sobre os infiéis: “Procederam corruptamente contra ele, já não são seus filhos, e sim suas manchas; é geração perversa e deformada” (v.5). Portanto, realmente é possível que aqueles que não são Seus filhos se tornem infiéis a Ele.

É dito a respeito dos filhos de Eli: “Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não se importavam com o Senhor… Era, pois, mui grande o pecado destes moços perante o Senhor, porquanto eles desprezavam a oferta do Senhor” (1 Sm 2.12,17). Não reconheceram ao Senhor porque desprezaram o sacrifício. Enquanto uma pessoa (por mais cristã que se considere) desprezar o sacrifício de Jesus pelo pecado, não reconhecerá o Senhor.

Todos os israelitas saíram do Egito, mas da maior parte deles Deus não se agradou, motivo pelo qual tiveram de morrer no deserto (veja 1 Co 10.1-12).

Como exemplo especial de alguém que era crente nominal e que realizava obras, mas que ainda assim estava espiritualmente morto, lembro de Balaão (veja Nm 22-24):

  • Ele era um homem a quem Deus se revelava, com quem Deus falava (Nm 22.9).
  • No começo ele foi obediente (Nm 22.12-14).
  • Ele afirmava conhecer o Senhor e O chamou de “meu Senhor” e “meu Deus” (Nm 22.18).
  • Ele adorava o Senhor (Nm 22.31).
  • Ele reconhecia a sua culpa (Nm 22.34).
  • Ele estava disposto a servir (Nm 22.38).
  • Deus colocou Suas próprias palavras na boca de Balaão (Nm 23.5).
  • Balaão abençoou Israel três vezes (Nm 23 e 24).
  • Ele testemunhou da sinceridade e da fidelidade de Deus (Nm 23.19).
  • Ele falou três vezes do Messias como Rei de Israel (Nm 23.21; Nm 24.7,17-19).
  • O Espírito Santo veio sobre ele (Nm 24.2).
  • Ele testemunhava ser um profeta de Deus (Nm 24.3-4).
  • Balaão confirmou a bênção e a maldição de Deus sobre os amigos e inimigos de Abraão (Nm 24.9, Gn 12.3).
  • Ele colocou o mandamento de Deus acima de bens materiais (Nm 24.13).
  • Ele falou profeticamente a respeito do futuro dos povos, sobre a chegada do Messias e chegou a mencionar o Império Mundial Romano [Quitim] (Nm 24.14-24).

Apesar de tudo isso, a Bíblia chama Balaão de falso profeta, vidente e sedutor (veja Nm 31.16; Js 13.22; Ne 13.1-3; 2 Pe 2.15-16; Jd 11; Ap 2.14-16). Por quê? Porque Balaão fazia concessões e aceitava comprometimentos, e levou o povo de Deus a se misturar com outros povos. Havia uma discrepância entre suas palavras e ações. “Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Estas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu e inclinou-se aos deuses delas. Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do SENHOR se acendeu contra Israel” (Nm 25.1-3). Balaão havia levado Israel a essa prostituição (Nm 31.16; Ne 13.1-3). Pedro chama Balaão de alguém que “amou o prêmio da injustiça”. Na Epístola de Judas ele é chamado até mesmo de enganador (“erro de Balaão”) e no Apocalipse ele é apresentado como alguém que “armou ciladas”.

A Bíblia diz a respeito das pessoas nos últimos tempos que “os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados” (2 Tm 3.13). Quem tende a prostituir-se espiritualmente ou a comprometer sua fé e suporta, permite e pratica essas coisas sem que sua consciência o acuse, tem motivo para crer que, apesar das aparências, não é um cristão verdadeiro. Com isso não estou me referindo à luta contra o pecado, que qualquer filho de Deus enfrenta. Não, aqui não se trata de “derrotas” na fé e na obediência, mas de lidarmos com o pecado de forma consciente e indiferente, de deliberadamente escolhermos a prática pecaminosa.

Não somos salvos por nossas próprias obras, mas somente pela fé em Jesus Cristo, pela conversão a Ele. Só aqueles que O aceitam, ao Filho de Deus, em seu coração e em sua vida, com fé infantil, poderão realizar obras que testemunhem a veracidade de sua fé. Essa fé precisa estar “enraizada” na Palavra de Deus. Em Sua parábola sobre o semeador, Jesus diz que há pessoas que aceitam a Palavra de Deus com alegria, mas não criam raízes para ela e mais tarde a abandonam (Mt 13.20-21). A raiz liga a planta à terra, da qual ela vive, lhe dá firmeza, extrai alimento e o conduz à planta. A raiz é um símbolo do Espírito Santo, por meio do qual estamos enraizados em Deus. O Espírito Santo nos traz a vida em Deus, à medida que extrai alimento das Escrituras.

 

Qualquer planta precisa ter raízes para poder absorver água e alimentos. Assim, todo cristão também precisa estar enraizado em Jesus Cristo.

Podemos aceitar a Palavra de Deus de forma superficial, podemos simpatizar com o Senhor, podemos acompanhar os cristãos durante algum tempo, mas depois nos afastar novamente, porque nunca nascemos realmente de novo e por isso nunca tivemos “raízes”.

Jesus disse aos Seus discípulos, àqueles que O seguiam: “Contudo, há descrentes entre vós. Pois Jesus sabia, desde o princípio, quais eram os que não criam e quem o havia de trair” (Jo 6.64). De acordo com Hebreus 6.4-6, há pessoas que foram “iluminadas”, que “provaram o dom celestial”, e que até “se tornaram participantes do Espírito Santo” e ainda assim caíram. Por quê?

  • Porque foram iluminadas, mas elas mesmas nunca se tornaram luz. A luz pode se refletir em mim, e então estou iluminado; mas é preciso mais para que eu mesmo seja luz.
  • Porque provaram, mas não comeram (aceitaram). Posso sentir o cheiro do pão, provar o seu sabor (assim como o enólogo, que toma um pouco de vinho na boca para testar seu aroma, mas depois o cospe fora). Mas é preciso que aconteça mais: precisamos comer o pão, ingeri-lo. Não basta “provar” Jesus, ou seja, experimentá-lO – precisamos aceitá-lO em nós (Jo 6.53-56,63; Jo 1.12).
  • Porque participaram do efeito do Espírito Santo, mas nunca O receberam pessoalmente. Ao ler a Palavra de Deus, ao freqüentar um culto, posso participar do efeito do Espírito Santo. Mas isso não é suficiente. Não – é preciso que haja uma renovação espiritual real.

É possível que pessoas assim imitem o cristianismo durante algum tempo, acompanhem e participem de uma igreja local. Mas um dia elas “cairão” e negarão a Jesus. Então muitos se perguntam espantados: “Como isso é possível?”

Quando o Senhor Jesus falou de comer Sua carne e beber Seu sangue para ganhar a vida eterna (Jo 6.53-59), muitos de Seus discípulos disseram: “Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” (v. 60) e se afastaram dEle (v. 66), apesar dEle ter lhe explicado de antemão o que isso significava: “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida” (v. 63).

Tornar-se cristão apesar de ser “cristão”

Enganam-se a si mesmos os que pensam que todos são cristãos! Muitas vezes, quando questionei pessoas que davam a entender isso, a resposta era: “Meus pais são cristãos”, ou: “Minha família é cristã!” Um conhecido evangelista costumava responder a essas afirmativas: “Se alguém nasce em uma garagem, isso não significa que seja um automóvel! E quando alguém nasce em uma família cristã, ainda falta muito para que se torne cristão!” (extraído de um livro de Wilhelm Busch).

Jesus disse a Pedro: “Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lc 22.32). Por um lado, o Senhor confirmou a fé de Pedro. Por outro lado, porém, Ele falou da necessidade de sua conversão futura. Pedro poderia ter retrucado: “Senhor, sou judeu, um filho de Abraão. Cumpro os mandamentos, fui circuncidado ao oitavo dia, guardo o sábado, oro três vezes ao dia, celebro a Páscoa e faço os sacrifícios. E  já Te sigo há três anos…” Mesmo assim, ele ainda precisava converter-se. Da mesma forma Paulo, o grande defensor da lei, precisou se converter, assim como todos os outros apóstolos e discípulos.

Toda pessoa precisa se converter se quiser ser salva – inclusive os “cristãos”, sejam eles membros da igreja católica romana, protestantes, evangélicos ou de uma família cristã. Não são poucos os que nascem no cristianismo, da mesma forma como os judeus nascem no judaísmo. Mas, não é esse nascimento que dá a salvação, alcançada somente através de um “novo nascimento”: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.3). Precisamos nos converter mesmo que tenhamos sido batizados quando pequenos, freqüentado aulas de catecismo ou participado de cultos. Se não nascermos de novo, continuaremos perdidos.

Mais tarde, quando o apóstolo Pedro se converteu e experimentou o novo nascimento, ele escreveu em sua primeira carta: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros” (1 Pe 1.3-4).

Quem carrega em si o testemunho do Espírito Santo a respeito de seu novo nascimento (Rm 8.16) deve alegrar-se com essa certeza e agradecer a Jesus Cristo por ela. Mas quem não possui esse testemunho inconfundível do Espírito Santo e ainda assim pensa ser cristão, está sujeito a um grande engano. Mas hoje esses “cristãos”, e qualquer pessoa que queira ser salva, pode alcançar a certeza da salvação, se converter-se de forma muito séria a Jesus Cristo. Então, por que esperar mais? (Norbert Lieth – http://www.chamada.com.br)

 

inicio meio e fim…

Cristo de Gênesis a Apocalipse

Em Gênesis, ele é o descendente da mulher. Gn 3.15.

Em Éxodo, Ele é o nosso Cordeiro Pascal.

Em Levítico, é o nosso sacrifício pelo pecado.

Em Números, é aquele que foi levantado para nossa cura e redenção.

Em Deuteronômio, é o verdade profeta.

Em Josué, é o capitão da nossa salvação.

Em Juízes, é o nosso juiz e libertador.

Em Rute, é o nosso parente resgatador.

Em Samuel, Reis e Crônicas é nosso Rei.

Em Esdras e Neemias, é nosso restaurador.

Em Ester, é o nosso advogado.

Em Jó, é o Redentor que vive.

Em Salmos, é o nosso socorro e alegria.

Em Provérbios, é a sabedoria de Deus.

Em Eclesiastes, é o Alvo da verdade.

Em Cantares de Salomão, é o amado da nossa alma.

Em Isaias, é o messias que há de viver.

E Jeremias e lamentações, é o retorno da justiça.

Em Ezequiel, é o filho do homem.

Em  Daniel, é a pedra que esmiúça.

Em Oséias, é aquele que orienta o desviado.

Em Joel é o restaurador.

Em Amós é o divino Lavrador.

Em Abadias é o nosso salvador.

Em Jonas, é a nossa ressurreição e vida.

Em Miquéias, é a testemunha contra as nações rebeldes.

Em Naum, é a fortaleza nos dia de angustia.

Em abacuque, é o Deus da nossa salvação.

Em Sofonias, É o senhor zeloso.

Em Ageu, é o desejado de todas as nações.

Em Zacarias, é o renovo da justiça.

Em Mateus, é o messias prometido.

Em marcos, é o servo de Deus.

Em Lucas, é o filho do homem.

Em João, é o filho de Deus.

Em Atos, é o senhor redivivo.

Em Romanos, é a justiça nossa.

Em ­­­­l Coríntios, é o senhor nosso.

Em ll Coríntios, é a nossa suficiência.

Em Gálatas, é o nosso libertador do jugo da lei.

Em Efésios, é o nosso tudo em todos.

Em Filipenses, é a nossa Alegria.

Em Colossenses, é a nossa vida.

Em l Tessalonicenses, é Aquele que há de vir.

Em ll tessalonicenses, é o senhor que vai voltar.

Em l Timóteo, é o nosso mestre.

Em ll Timóteo, é o nosso Exemplo.

Em Tito é o nosso Modelo.

Em Filemom, é o nosso  senhor e mestre.

Em Hebreus, é o nosso Intercessor junto ao trono de Deus.

Em Thiago, é o nosso Modelo.

Em l Pedro, é a preciosa pedra Angular da nossa fé.

Em ll Pedro, é a nossa Força.

Em l João é a nossa vida.

Em ll João é a nossa verdade.

Em lll João é o nosso Caminho.

Em Judas, é o nosso protetor.

Em Apocalipse, é o nosso Rei triunfante.

 

A Historia.

CONTEÚDO DA BÍBLIA

ANTIGO TESTAMENTO

GÊNESIS: Este livro, que mostra como era “no principio”, faz uma narrativa da criação, da relação de Deus com o homem e da promessa de Deus a Abraão e seus descendentes.

ÊXODO:  O nome Êxodo significa “saída”. este livro conta como Deus livrou os israelitas de uma vida de penúrias e escravidão no Egito. Deus fez um pacto com eles e lhes deu leis para ordenar e governa sua vida.

LEVÍTICO: O nome do livro se deriva do nome de uma das doze tribos de Israel. O livro registra todas as leis e regulamentos a respeito de rituais e cerimônia.

NUMEROS: Os israelitas vagaram pelo deserto durante quarenta anos, antes de entrar em Canaã, “a terra prometida”. O nome do livro se deriva dos censos promovidos durante esse tempo no deserto.

DEUTERONÔMIO: Moisés pronunciou três discursos de despedida pouco antes de morrer. Neles recapitulou, com o povo , todas as leis de Deus para os israelitas. O nome do livro expressa essa “recapitulação” ou “segunda lei”.

JOSUÉ: Josué foi o líder dos exércitos israelitas em suas vitórias sobre seus inimigos, os cananeus. O livro termina descrevendo a divisão da terra entre as doze tribos de Israel.

JUÍZES: Os israelitas constantemente desobedeciam a Deus e caíam nas mãos de países opressores. Deus constituiu juízes para livrá-los da opressão.

RUTE: O amor e a dedicação de Rute à sua sogra, são o tema deste livro.

1SAMUEL: Samuel foi o líder de Israel no período compreendido entre os juízes e Saul, o primeiro rei. quando a liderança de Saul falhou, Samuel ungiu a Davi como rei.

2SAMUEL: sob o reinado de Davi, a nação se unificou a se fortaleceu. no entanto, depois dos pecados de Davi, adultério e assassinato, tanto a nação como a família do rei sofreram muito.

1REIS: este livro inicia com o reinado de Salomão em Israel. Depois de sua morte, o reino se dividiu em consequência da guerra civil entre o norte e o sul, resultando no surgimento de duas nações: Israel no norte e Judá no sul.

2REIS: Israel foi conquistada pela assíria em 721a.C. Judá, pela babilônia, em 586a.c. este acontecimento foram considerados como um castigo ao povo pela desobediência às leis de Deus.

1CRÔNICAS: este livro inicia com as genealogias de adão até Davi e, em seguida, conta os acontecimentos do reinado de Davi.

2CRÔNICAS: este livro abrange o mesmo período que 2reis, mas com ênfase em Judá, o reino do sul, e seus governantes.

ESDRAS: depois de estar cativo na babilônia por algumas décadas, o povo de Deus retornou a Jerusalém. Um de seus lideres era Esdras. Este livro contém a admoestação que Esdras fez ao povo para que este seguisse e honrasse a lei de Deus.

NEEMIAS: depois do templo, também foi reconstruída a muralha de Jerusalém. NEEMIAS foi quem dirigiu esse empreendimento. Ele também colaborou com Esdras para restaurar o  fervor religioso do povo.

ESTER: este livro relata a história de uma rainha judia da pérsia, que denunciou um complô que visa destruir seus compatriotas. com isso ela evitou que todos fossem aniquilados.

JÓ:   A pergunta” por que sofrem os inocentes” é trata nesta historia bíblica.

SALMOS:  estas 150 orações foram usadas pelos hebreus para expressar sua relação com Deus. Abrange todo o campo das emoções humanas, desde a alegria até o ódio, da esperança ao desespero.

PROVERBIOS: este é um livro de máximas sabedoria, de ensinamento étnicos e de senso comum acerca de como viver uma vida reta.

ECLESIASTES: na sua busca por felicidade e pelo sentido da vida, este escritor, conhecido como” filósofo” ou “pregador”, faz perguntas que conti- nuam presentes na sociedade contemporânea.

CANTARES DE SALOMÃO: este poema descreve o gozo e o êxtase do amor. simbolicamente tem sido aplica do amor de cristo pela igreja.

ISAÍAS: O profeta Isaías trouxe a mensagem do juízo de Deus às nações, anunciou um rei do futuro, à semelhança de Davi, e prometeu uma era de paz e tranquilidade.

JEREMIAS: muito antes da destruição de Judá pela babilônia, Jeremias predisse o justo juízo de Deus, embora sua mensagem seja majoritariamente de destruição, Jeremias  também falou do novo pacto com Deus.

LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS: tal qual Jeremias havia predito, Jerusalém caiu cativa da babilônia. este livro registra cinco ”lamentos” pela cidade caída.

EZEQUIEL: A mensagem de Ezequiel foi dada aos judeus cativos da babilônia. Ezequiel uso a histórias e parábolas para falar do juízo, da esperança e da restauração de Israel.

DANIEL: Daniel se manteve fiel a Deus, mesmo enfrentando muitas pressões quando cativo na babilônia. este livro inclui as visões proféticas de Daniel.

OSÉIAS: Oséias se vale de sua experiência conjugal, em que ele era dedicado a sua esposa,mesmo sabendo que ela lhe era infiel,para ilustra o adultério que Israel tinha cometido contra Deus e para mostra como o fiel amor de Deus pelo seu povo nunca muda.

JOEL: depois de uma praga de gafanhotos, Joel admoesta o povo que se arrependa.

AMÓS: durante um tempo de prosperidade, este profeta de Judá pregou aos risco líderes de Israel sobre o juízo de Deus; insistia em que pesassem nos pobres e oprimidos, antes de pensarem em sua próprias satisfação.

OBADIAS: obadias profetizou o juízo sobre Edom, um país vizinho de Israel.

JONAS: Jonas não queria pregar para a gente de Nínive,que era inimiga de seu próprio país. quando, finalmente, levou a mensagem enviada por Deus, seus habitantes se arrependeram.

MIQUÉIAS: A mensagem de Miquéias para Judá era de juízo, em vez de perdão, esperança e restauração. especialmente notável é um versículo em que resume o que Deus requer de nós (6.8).

NAUM: Naum anunciou que Deus destruiria o povo de Nínive por sua crueldade na guerra.

HABACUQUE: este livro apresenta um diálogo entre Deus e habacuque sobre justiça e o sofrimento.

SOFONIAS: Este profeta anunciou o Dia do Senhor, que traria juízo a Judá e às nações vizinhas. Este dia, que haveria de vir, seria de destruição para muitos, mas um pequeno remanescente, sempre fiel a Deus, sobreviveria para abençoar o mundo inteiro.

AGEU: Depois que o povo voltou do exílio, Ageu o admoestou para que dessem prioridade a Deus e reconstruíssem em primeiro lugar o templo, mesmo antes de reconstruírem suas casas.

ZACARIAS: Como Ageu, Zacarias instou o povo a reconstruir o templo, assegurando-lhes a ajuda e bênçãos de Deus. Suas visões apontavam para um futuro brilhante.

MALAQUIAS: Após o retorno do exílio, o povo voltou a descuidar de sua vida religiosa. Malaquias passou a inspirá-los novamente, falando-lhes do “Dia do Senhor”.

NOVO TESTAMENTO

MATEUS: Este Evangelho cita muitos textos do Antigo Testamento. Ele se destinava primordialmente ao público judeu, para o qual apresentava Jesus como o Messias prometido nas Escrituras do Antigo Testamento. Mateus narra a historia de Jesus desde seu nascimento até sua ressurreição e põe ênfase especial nos ensinamentos do Mestre.

MARCOS: Marcos escreveu um Evangelho curto, conciso e cheio de ação. Seu objetivo era aprofundar a fé e a dedicação da comunidade para a qual ele escrevia.

LUCAS: Neste Evangelho é enfatizado como a salvação em Jesus está ao alcance de todos. O evangelista mostra como Jesus estava em contato com as pessoas pobres, com os necessitados e com os que são desprezados pela sociedade.

JOÃO: O Evangelho de João, pela sua forma, se coloca à parte dos outros três. João organiza sua mensagem enfocando sete sinais que apontam para Jesus como Filho de Deus. Seu estilo literário é reflexivo e cheio de imagens e figuras.

ATO DOS APÓSTOLOS:  Quando Jesus deixou os seus discípulos, o Espírito Santo veio habitar com eles. Este livro foi escrito por Lucas para ser um complemento ao seu Evangelho. Ele relata eventos da história e da ação da igreja cristã primitiva, mostrando como a fé se propagou no mundo mediterrâneo de então.

ROMANOS: Nesta importante carta, Paulo escreve ao romanos sobre a vida no Espírito, que é dada pela fé aos que creem em Cristo. O apóstolo reafirma a grande bondade de Deus e declara que, através de Jesus Cristo, Deus nos aceita e nos liberta de nossos pecados.

1CORÍNTIOS: Esta carta trata especificamente dos problemas que a igreja de Corinto estava enfrentado: dissensão, imoralidade, problemas quanto à forma de adoração pública e confusão sobre os dons do Espírito.

2CONRÍNTIOS: Nesta carta o apóstolo Paulo escreve sobre seu relacionamento com a igreja de Corinto e as dificuldades que alguns falsos profetas haviam trazido ao seu ministério.

GÁLATAS: Esta carta expõe a liberdade da pessoa que crê em Cristo com respeito à lei. Paulo declara que é somente pela fé que as pessoas são reconciliadas com Deus.

EFÉSIOS: O tema central desta carta é o propósito eterno de Deus: Jesus Cristo é a cabeça da igreja, que é formada a partir de muitas nações e raças.

FILIPENSES: A ênfase desta carta está no gozo que o crente em Cristo encontra em todas as circunstâncias da vida. O apóstolo Paulo a escreveu quando estava encarcerado.

COLOSSENSES: Nesta carta o apóstolo Paulo diz aos cristão de Colossos que abandonem suas superstições e que Cristo seja o centro de sua vida.

1TESSALONICENSES: O apóstolo Paulo dá orientações aos cristãos de Tessalônica a respeito da volta de Jesus ao mundo.

2TESSALONICENSES: Como em sua primeira carta, o apóstolo Paulo fala do retorno de Jesus ao mundo. Também trata de preparar os cristãos para a vinda do Senhor.

1TIMÓTEO: Esta carta serve de orientação a Timóteo, um jovem líder da igreja primitiva. O apóstolo Paulo lhe dá conselhos sobre a adoração, o ministério e os relacionamentos dentro da igreja.

2TIMÓTIO: Esta é a última carta escrita pelo apóstolo Paulo. Nela lança um último desafio a seus companheiros de trabalho.

TITO: Tito era ministro em Creta. Nesta carta o apóstolo Paulo o orienta sobre como ajudar os novos cristãos.

FILEMOM: Filemom é  instado a perdoar seu escravo. Onésimo, que havia fugido. Filemom deveria aceitá-lo de volta como a um amigo em Cristo.

HEBREUS: Esta carta exorta os novos cristãos a não observarem mais rituais e cerimônias tradicionais, pois, em Cristo, eles já foram cumpridos.

TIAGO: Tiago aconselha os cristãos a viverem na prática sua fé  e , além disso oferece idéias sobre como isso pode ser feito.

1PEDRO: Esta carta foi escrita para confortar os cristãos da igreja primitiva que estavam sendo perseguidos por causa de sua fé.

2PEDRO: Nesta carta o apóstolo Pedro adverte os cristãos sobre o falsos mestres e os estimula a continuarem leais a Deus.

1JOÃO: Esta carta explica verdades básicas sobre a vida cristã com ênfase no mandamento de amarem uns aos outros.

2JOÃO: Esta carta, dirigida à “senhora eleita e aos seus filhos”, adverte aos cristãos quanto aos falsos profetas.

3JOÃO: Em contraste com sua Segunda Carta, esta fala da necessidade de receber os que pregam a Cristo.

JUDAS: Judas adverte seus leitores sobre a má influência de pessoas alheias à irmandade dos cristãos.

APOCALIPSE: Este livro foi escrito para encorajar os cristãos que estavam sendo perseguidos  e para firmá-los na confiança de que Deus cuidará deles. Usando símbolos e visões, o escritor ilustra o triunfo do bem sobre o mal e a criação de uma nova terra e um novo céu.

 

 

A morte de Jesus

Positivamente considerada, a morte de Cristo:

  • Foi predeterminada. At 2.23.
  • Foi voluntária – por livre escolha, não por compulsão. Jo 10.17,18.
  • Foi vicária – a favor de outros. IPe 3.18.
  • Foi sacrifical – como holocausto pelo pecado. ICo 5.7.
  • Foi  expiratória – apaziguando ou tornando satisfatória. IJo 4.10.
  • Foi redentora – resgatando por meio de pagamento. Gl 4.4,5.
  • Foi substitutiva – em lugar de outro .IPe 2.24.

Em seu escopo, a morte de Cristo tem duplo aspecto: o universal e restrito. Assim sendo , entendemos que a morte de cristo foi:

A) Pelo mundo inteiro. IJo 2.2.

B) Por cada indivíduo da raça humana. Hb 2.9.

C) Pelos pecadores, pelos justos e pelos ímpios. Rm 5.6-8.

D) Pela Igreja e por todos os crentes. Ef 5.25-27.

O mundo inteiro foi incluído na providência da morte de cristo, e até certo ponto compartilha de seus benefícios, mas essa provisão só se torna plenamente eficaz e redentora no caso  daqueles que crêem . Isto é, a morte de cristo é universal em sua suficiência, mas restritas em sua eficácia por causa  da  dureza  do coração do homem .

Resultado da Morte de Cristo

Dentre os muitos resultados da morte de Jesus Cristo, salientam-se os  seguintes:

  • Uma nova oportunidade de reconciliação com Deus é dada ao homem,  Rm 3.25.
  • Os homem são atraídos a Ele.  Jo 12.32,33.
  • A propiciarão do pecado foi providenciada. i Jo 1.29.
  • O pecado do mundo removido. Jo 1.29.
  • O poder do pecado foi potencialmente anulado. Hb 9.26.
  • Foi removida a barreira entre judeus e gentios. Ef 2.14- É anulada a distancia entre o crente e o Deus. Ef 2.13.
  • Foi garantido o perdão de pecado. Ef 1.7.
  • Principados e poderes são derrotados. Cl 2.14,15.

 

Deus meu, Deus meu…

Demonstração da humanidade de Cristo

A humanidade de Jesus Cristo e demonstrada:

1. Pela sua ascendência humana:

  • Ele (quanto ao corpo) nasceu de mulher, Gl 4.4; Mt 1.18; 2.11; 12.47; Jo 2.1. Hb 10.5.
  • Ele veio da descendência humana de Davi, Rm 1.3; At 13.22,23; Lc 1.31-33; Mt 1.1.

2. por seu crescimento e desenvolvimento naturais

  • Jesus Cristo estava sujeito as leis comuns do desenvolvimento humano e ao crescimento gradativo em sabedoria e estatura. Lc 2.40,46,52.

3. por sua aparência pessoal

  • Jesus Cristo tinha aparência de homem, e ocasionalmente confundiram-no com outros homens. Jo 4.9.

4. por sua natureza humana completa

  • Ele possuía corpo físico. Mt 26.12.
  • Ele possuía alma racional. Mt 26.38.
  • Ele possuía espírito humano. Lc 23.46.

5. pelas suas limitações humanas  sem pecado

  • Ele era sujeito a fadiga corporal. Jo 4.6.
  • Ele era sujeito à necessidade de sono. Mt 8.24.
  • Ele era sujeito à fome, Mt 21.18.
  • Ele era sujeito à sede. 2 Jo 19.28.
  • Ele era sujeito ao sofrimento e à dor físicos. Lc 22.44.
  • Ele em sua vida corporal, tinha a capacidade para morrer. L Co 15.3.
  • Ele tinha a capacidade para crescer em conhecimento. Lc 2.52.
  • Ele tinha a capacidade para adquirir conhecimento mediante a observação. Mc 11.13.
  • Ele tinha capacidade para se limitar em seus conhecimentos. Mc  13.32.
  • Ele dependia da oração para ter poder. Mc 1.35
  • Ele dependia da unção do espírito santo para manifestar poder. At 10.38.

6. pelos nomes humanos que lhe foram dados, dos Ele mesmo ou por outros.

  • Jesus. Mt 1.21
  • Filho do homem. Lc 19.10.
  • Jesus, o nazareno. At 2.22.
  • O profeta. Mt 21.11.
  • O carpinteiro. Mt 6.3.
  • Cristo Jesus, Homem. l Tm 2.5.

7. pelo relacionamento humano que ele mantinha com Deus.

  • Jesus Cristo chamou o pai  de “meu Deus“, “e meu  pai”, tomado assim o lugar e assumindo o caráter de homem. Mc 15.34; Jo 20.17.

 

Jesus Cristo

O AMOR DE JESUS CRISTO

Por “amor de Cristo” se entende seu desejo de pelo bem-estar dos objetos de sua afeição, e sua devoção a essa causa. Neste particular, os objetos do amor de Cristo, sãos:

  • Deus Pai. Jo 14.31.
  • A Igreja. Ef 5.25.
  • Os crentes como indivíduos. Gl 2.20.
  • Aqueles que lhe pertencem. Jo 14.21.
  • Seus próprios inimigos. Lc 23.34.
  • Seus próprios familiares. Jo 19.25-27.
  • As crianças, Mc 10.13-16.
  • Os pecadores perdidos. Rm 5.6-8.

 

Nosso grande Deus…

O QUE FAZER PARA QUE MINHA ORAÇÃO SEJA OUVIDA

(4 PASSOS PARA ATINGIR O CORAÇÃO DE DEUS)

Lc. 1:13 a

Mas o Anjo lhe disse: Zacarias, não temas porque tua oração foi ouvida.

2 Crônicas 7:14

A Bíblia diz sabiamente que os ouvidos de Deus não estão agravados para que não possa nos ouvir (Is 59:1b), sim é verdade, Ele está pronto para nos ouvir a qualquer momento que clamarmos por Ele, porém Ele nos fala em um sentido mais intimo: Eu ouvirei dos céus! Quando Deus fala que ouvirá a nossa oração, não se refere apenas de ouvir o som das nossas palavras, mas fala de senti-las, de tomar parte do nosso sofrimento, de dividir conosco as nossas dores e aflições e principalmente de responder em tempo oportuno e de maneira eficaz tudo que pedimos.

Sua mão está sempre pronta para nos salvar, mesmo nos piores momentos da nossa vida. (Is 59:1ª).

No entanto precisamos ter alguns requisitos para que nossa oração chegue até o coração

De Deus e no texto destacado podemos conferir quais são esses requisitos:

1- Humilhação. Precisamos nos humilhar diante de Deus, reconhecendo que Ele é senhor e nós servos e que dependemos dEle em tudo, como fez aquele publicano (Lucas 18:13) –  O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!

2- Oração. A oração sempre vem depois da humilhação, antes é necessário estarmos quebrantados diante de Deus, como fez Ana, mãe de Samuel: (I Samuel 1:10) – Ela, pois, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente.

3- Buscar a face do senhor. Precisamos buscar a Deus com todas as nossas forças, chegar próximo dEle, para podermos receber a Sua graça. (Jeremias 29:13) – E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração.

4-Arrependimento. Quando nos arrependemos diante do Senhor ele imediatamente nos atende, pois Deus jamais despresará um coração arrependido. (Salmos 51:17) – Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração    quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.

Deus ouviu a oração de Zacarias, ouviu a oração de Daniel. (Dn. 10:12), ouviu a oração de Ana! Ele também ouvirá a tua oração, quando orares obedecendo a esses requisitos.       (Jó 22:27a) –  Orarás a ele, e ele te ouvirá.